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A "mãe de Deus" acolhe o Galo de Manaus |
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A “Mãe de Deus” acolhe o Galo de Manaus
Antes de começar a escrever este texto fiz uma pesquisa sobre Manaus. Fiquei fascinada com a origem do nome “Manaus”. Vindo da tribo Manaós seu nome significa “Mãe de Deus”. Só agora tomei conhecimento deste fato. Não pensem que por sermos jornalistas somos obrigados a saber de tudo. Somos sim, determinados a estarmos em contato constante com a notícia, “cascabulhar” os mais variados assuntos e irmos atrás de experiências novas. Escrever sobre Manaus e falar da importância dos “manauaras” para nós pernambucanos é novo para mim. E sabem? Estou encantada com a magia dessa terra. Não é à toa que a “Mãe de Deus” acolheu a nossa cultura, a nossa gente, o nosso frevo, o Galo de Manaus.Conheci a capital do Amazonas, suas belezas e riquezas naturais em 2005 e pude comprovar a sua importância para o nosso país. A cultura indígena tão arraigada entre a população me fez perceber como somos todos iguais, sem distinção de região, seja norte ou nordeste, sul ou sudeste, cada estado tem o seu sotaque, as suas peculiaridades, o seu modo de viver, seus costumes. Destaco alguns lugares que me chamaram atenção como a Alfândega, um dos primeiros prédios a serem construídos no Brasil com blocos em pedra; O Encontro das Águas entre os Rios Solimões (uma água barrenta) e Negro (água escura), que formam o Amazonas; o famoso Teatro Amazonas que foi construído com material europeu, em estilo neoclássico e art nouveau, O passeio por dentro da floresta, o exuberante bairro da Ponta Negra, os Igarapés e todo aquele verde que rodeia a metrópole. Em Manaus, história e modernidade convivem harmoniosamente.Vocês devem estar se perguntando: O que tem esse texto a ver com o Galo de Manaus? Caros leitores, esta foi a forma que escolhi para homenagear todos os manauaras que, de uma forma ou de outra, abriram as portas para o povo pernambucano. Em Manaus, o Galo a cada ano se faz forte, conhecido pela sociedade, pelos meios de comunicação. O bloco foi uma maneira de todos os pernambucanos se confraternizarem e matarem um pouquinho a saudade do seu estado, da sua dança, da sua música. O Galo também é mais um motivo para que seja feito um intercâmbio cultural, para que todos numa só voz, sejam pernambucanos, manauaras, alagoanos, paraibanos, cearenses, piauienses, natalenses, enfim, se unam e gritem em tom de “fervura”: É Frevo, é Frevo, É Frevo. Até o nosso próximo encontro.
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