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A história do Galo de Manaus PDF Imprimir E-mail

Estandarte
O Galo de Manaus foi fundado em 2004, por quatro amigos pernambucanos e suas repectivas esposas, Max, Pedro, João Cysneiros e Silvino, saudosos do Galo da Madrugada de Recife, o maior clube carnavalesco do mundo, e que reúne mais de 1 milhão de pessoas, abrindo o carnaval da cidade ao som do frevo. Naquele ano, o Galo saiu da Praça de Alimentação do do Dom Pedro, até a Praça de Alimentação do Tocantins, com um carro de som tocando frevo seguido por aproximadamente 150 pernabucanos e manauras dançando e cantando alegremente este ritimo contagiante.

 

Já em sua sétima edição, o Galo de Manaus contribui significativamente para tornar o carnaval de Manaus o mais alegre da região norte, com seu caldeirão de ritmos e cores, além de ser acompanhado por aproximadamente 10.000 pessoas, descontraidas e felizes por terem a possibilidade de brincar o verdadeiro carnaval de rua.

O Galo de Manaus, além de reunir muita alegria e descontração, é um evento de inestimável valor artístico através da exaltação do frevo com seus bailados inconfundíveis, passos soltos e acrobáticos, caracterizados pelo ritmo musical acelerado e contagiante.

Galo de Manaus

 
As origens do Frevo PDF Imprimir E-mail

Frevo em ManausAs origens do Frevo remonta o século XIX, quando bandas militares costumavam desfilar diariamente nas ruas de Recife tocando músicas de influência européia (polca - marcha), dobrado e maxixe. Os ex-escravos ("capoeiras") se juntavam aos cortejos militares e, proibidos de dançar capoeira, seguiam as bandas fazendo coreografias improvisadas junto à população em geral. 

Logo os dançarinos que acompanhavam a banda do Quarto Batalhão de Artilharia criaram uma letra que veio a se tornar o primeiro hino de rua de Recife, a "Banha Cheirosa". Com a partida dos militares para participar da guerra do Paraguai em 1855, esta música quase se perdeu. Somente em 1980 o maestro Lourenço da Fonseca Barbosa, o Capiba, conseguiu reconstruir a partitura da melodia, encontradas por acaso em Campina Grande (PB).

Na época da "Banha Cheirosa" estava no seu auge a rivalidade entre as duas principais bandas militares, a Companhia da Guarda Nacional ( a "Espanha") e o Quarto Batalhão de Infantaria (o "Quarto"). Em consequencia disso, armados de facas, porretes e instrumentos perfurantes, não era incomum violentas brigas entre os dançarinos que as acompanhavam quando estas se econtravam.

As armas foram proibidas e como forma de burlar a proibição, os "capoeiras" passaram a usar sombrinhas e as sacodiam ao alto, usando-as também como instrumentos de agressão e defesa quando de novos conflitos.

Com o passar dos anos, com a abolição da escravatura e a legalização da prática de capoeira, os encontros, os eventos, passaram a ser pacíficos e o ritmo cada vez mais acelerado e contagiante. Constumava-se dizer que a música fazia o chão "FREVER" (Ferver), em razão do frenesi daqueles que pulavam loucamente nas ruas.

As evoluções da capoeira se somaram a outros movimentos, seguindo o ritmo das músicas, e daí surgiam os passos do FREVO.

O cenário estava pronto para que o FREVO se solidifica-se como música própria, derivando-se em três vertentes que animam até hoje carnavais de todo Brasil. São eles:

FREVO-DE-RUA - instrumental e muito acelerado, predominando os metais;
FREVO-DE-BLOCO - mais moderado e tocado por instrumentos de sopro e cordas, contados por corais femininos;
FREVO-CANÇÃO - tocado por orquestra e cantado por uma só voz.

Nessa mesma época formavam-se os primeiros clubes de carnaval de Pernambuco, entre eles o Clube Misto Vassourinhas (em 1889) e o C.C.M. Lenhadores (em 1897) que até hoje fazem parte dos carnavais pernambucano.

Apesar de ter se originado no final do século XIX, apenas em 9 de fevereiro de 1907 é que houve o primeiro registro, a primeira menção pela imprensa daquela manifestação popular como a dança do FREVO, esta publicada pelo "Jornal Pequeno" de Recife, era o seu nascimento oficial.

E assim o FREVO resiste soberano ao tempo, fervendo corações e mentes desse nosso Brasil!

 
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